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"EU NÃO SOU RACISTA,MAS..."

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • 25 de jan.
  • 2 min de leitura

25/01/2026


ANGELA DAVIS "MORA NA FILOSOFIA"

A frase "Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista", popularizada pela filósofa Angela Davis, significa que ser passivamente neutro diante do racismo não é suficiente; é necessário agir ativamente para desmantelar o racismo estrutural, combatendo preconceitos, promovendo a equidade e questionando as desigualdades raciais que permeiam a sociedade, através de ações no dia a dia, na educação e nas políticas públicas, reconhecendo que o Brasil é um país racista.


ROBIN DIANGELO

É professora norte americana, universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. "Não basta não ser racista ― Sejamos antirracistas", seu livro, lançado em 2019, ocupou as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo desde seu lançamento.


"FRAGILIDADE BRANCA"

As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, também escondem um sentimento que a autora Robin Diangelo passou a chamar de fragilidade branca. "É hora de todos os brancos abandonarem a ideia de superioridade e, de fato, atuarem no combate ao racismo. Negação, silêncio, raiva, medo, culpa... essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim." diz a autora.


ORIGEM DO CONCEITO:SUPREMACIA BRANCA

A Supremacia Branca refere-se à ideologia que postula a superioridade racial dos brancos sobre outros grupos étnicos e raciais. Essa ideologia se consolidou ao longo de vários séculos, especialmente a partir do período colonial europeu, com o desenvolvimento do colonialismo, da escravidão e do racismo científico. No século XX, movimentos abertamente racistas e supremacistas ganharam força, especialmente nos Estados Unidos, com grupos como a Ku Klux Klan, e na Europa, com movimentos neonazistas.


O NOVO CENÁRIO DOS EUA

O retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos reacendeu preocupações sobre o futuro de programas de ação afirmativa. Conhecido por sua postura contrária a políticas de inclusão, o republicano já iniciou o novo mandato extinguindo iniciativas que promoviam a diversidade racial. "Toda sociedade que precisa de um inimigo permanente para existir já começou a dissolver sua própria humanidade"

Celso de Mello


POLÍTICA DE DESUMANIZAÇÃO

A história ensina que o genocídio começa com a linguagem na qual se fala de “infestação”, “invasão”, “limpeza”, “retomada”, “envenenamento do sangue”. Com essa perversa fraseologia, típica de métodos de “exclusão racial”,  cria-se terreno propício para o arbítrio, a crueldade e a desumanização do outro! Ao negar o outro, nega-se uma parte essencial da dignidade  humana, o que significa “ouvir-se o silêncio” de quem foi obrigado a partir, e ver-se o espaço público ocupado por mecanismos de medo e de repressão.


E POR FIM, FALA MINNEAPOLIS!!!

A história nos ensina que ideias de superioridade racial não apenas perpetuam injustiças, mas também alimentam conflitos sociais e violações de direitos humanos. Portanto, é responsabilidade de cada um de nós refletir sobre essas questões e atuar na construção de um mundo mais inclusivo, respeitoso e igualitário.

Será que D. Trump, tem ouvidos para ouvir?










 







 
 
 

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