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A HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

28/01/2026


"HÉROIS" SELETIVOS

Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos... Ao longo dos nossos mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas. Ao mesmo tempo, desvalorizou e condenou quem deu, literalmente, o sangue para construir o país, como os índios, negros, mulatos e pobres. Estes não viraram estátua.


REPENSANDO A HISTÓRIA DO BRASIL

No carnaval de 2019, a Estação Primeira de Mangueira levou para Sapucaí o enredo “História para ninar gente grande”, com a proposta de repensar a história do Brasil que estamos acostumados a ouvir. Foi uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”.


HISTÓRIA OFICIAL VERSUS CONTRA-HISTÓRIA

A distinção entre a história oficial e a história não contada (ou contra-história) reside no foco narrativo, na autoria e nas intencionalidades políticas ou sociais por trás do relato dos fatos passados. Enquanto a primeira constrói uma narrativa nacional e unificada, a segunda busca dar visibilidade a sujeitos e eventos silenciados.


MECANISMO DE LEGITIMAÇÃO X MECANISMO DE RESISTÊNCIA

Historicamente, quem detinha o poder de escrever e registrar (cartórios, mídia, academia) era a elite branca e masculina, silenciando vozes "subalternas". Histórias que contradizem os interesses dos governantes atuais costumam ser ocultadas ou maquiadas. a história oficial funciona muitas vezes como um mecanismo de legitimação, enquanto a história não contada funciona como um mecanismo de resistência e complexidade, permitindo que o passado seja plural e democrático.


"HISTÓRIA PARA NINAR GENTE GRANDE"

De autoria do carnavalesco Leandro Vieira o samba enredo foi uma forma de desconstruir a história do Brasil, distorcida, que a elite propagou e ainda propaga.

“Brasil, chegou a vez / De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês”. É uma proposta de encontrar uma forma mais justa e fidedigna de valorizar pessoas que fazem parte de minorias sociais e que são amordaçadas

 
 
 

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