QUANDO A LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO EMPOBRECEM.
- Antonio Jose Silva
- há 3 dias
- 2 min de leitura

11/03/2026
UM FANTASMA ESPREITA A HUMANIDADE
A diminuição do vocabulário. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica. Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo.
O ADVENTO DIGITAL - TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
O empobrecimento da linguagem e da comunicação após a popularização dos celulares é um fenômeno documentado, caracterizado pela simplificação da escrita, redução do vocabulário e substituição da fala por recursos visuais. Estudos indicam que a comunicação tornou-se mais instantânea e superficial, priorizando o "internetês" (abreviações, gírias) e emojis em detrimento de estruturas gramaticais complexas.
A IMERSÃO NO AMBIENTE DE FALANTES
Os humanos adquirem a linguagem e aprendem a falar escutando a língua à sua volta. Desde que nascem, a mãe, o pai, a avó e quem estiver perto, todos conversam entre si e eventualmente falam com o bebê. É a imersão no ambiente de falantes da língua que desenvolve as competências linguísticas e a percepção das trocas na comunicação. A linguagem é um fenômeno social, que existe na interação entre interlocutores e que evolui historicamente com a comunicação verbal concreta num dado contexto sócio-histórico.
INSTRUMENTOS DA CRIAÇÃO HUMANA
Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social.
POR QUE O USO DE CELULAR EMPOBRECE (EMBURRECE) A COMUNICAÇÃO Pesquisadores pontuam que uso desenfreado de telas prejudica na concentração, empatia e nas habilidades sociais. As redes sociais e os smartphones provaram ser um grande fator de disrupção nas conversas presenciais. Pesquisas recentes demonstram conclusivamente que o uso irrefletido (e quase viciante) de celulares tem um efeito direto na qualidade das conversas.
A CONVERSA QUE MOLDA
Sabe-se muito pouco sobre a extraordinária capacidade humana de articular a linguagem. O que sabemos sobre como lidar com uma conversa que se espera ser desconfortável? Sobre como dialogar com pessoas diferentes de nós? Sobre como — a primeira lição de empatia e cooperação — ouvir os outros quando falam? Nossas conversas nos definem, nos moldam como indivíduos e criam ou destroem nossos relacionamentos sociais, tanto pessoais quanto profissionais.



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