A"CORUJA DE MINERVA"- FILOSOFIA E SABEDORIA
- Antonio Jose Silva
- há 2 dias
- 2 min de leitura

12/03/2026
DE ATENA PARA MINERVA
Na mitologia grega, Atena era a deusa da sabedoria e da justiça. Quando Atena era representada pelos artistas, ela era sempre acompanhada da coruja, sua ave preferida. Posteriormente, com a ascensão do império romano e assimilação da mitologia grega na cultura romana, período esse chamado de helenismo, Atena passou a se chamar Minerva. Assim, a ave passou a ser conhecida como Coruja de Minerva, já que a deusa representava a razão.
O "LINK" ENTRE A FILOSOFIA E A 'CORUJA DE MINERVA'
O filósofo Hegel apresenta, no livro Princípios da Filosofia do Direito, uma das mais incríveis aproximações entre a filosofia e a Coruja de Minerva, na qual cito: “a filosofia, como pensamento do mundo, só aparece quando a realidade efetuou e completou o processo da sua formação. Quando a filosofia chega com a sua luz crepuscular a um mundo já a anoitecer, é quando uma manifestação de vida está prestes a findar. Quando as sombras da noite começaram a cair é que levanta voo o pássaro de Minerva”.
SÓ APÓS A CONSOLIDAÇÃO DO PERÍODO HISTÓRICO
A filosofia, tal qual a coruja, só pode analisar e tentar compreender um determinado período histórico quando esse período já estiver bem consolidado, para assim poder lançar luz sobre o significado dos conceitos abordados pela sociedade em cada época. Por isso, o trabalho filosófico se inicia após os fatos decorridos, já que a reflexão filosófica se fundamenta na realidade vivida.
REFLEXÃO PÓS-ACONTECIMENTO
Para Hegel, a filosofia não molda o mundo em tempo real; ela apenas interpreta a realidade depois que ela se formou. A coruja voa ao anoitecer, indicando que a sabedoria é uma análise reflexiva do passado, não uma antecipação do futuro. A metáfora sugere que o verdadeiro entendimento exige tempo, maturidade e distanciamento dos fatos, agindo como um "olhar" mais isento e crítico sobre o que já passou.
ORIGEM MITOLÓGICA
Minerva (Atena) era a deusa da sabedoria, e sua coruja representa a capacidade de ver o oculto e de enxergar através da escuridão (ou seja, compreender a complexidade das situações).
UMA INQUIETANTE E DESAFIADORA REFLEXÃO
Diante do que se alastra cada vez mais no nosso país, e também no mundo, podemos escolher dois caminhos: continuar a envidar esforços para fortalecermos a democracia ou podemos acompanhar aqueles que procuram despertar o monstro que a todos amedronta e coage, monstro das trevas e do anti-iluminismo.



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