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HAITI - TERRA DAS MONTANHAS E A TEORIA DA DEPENDÊNCIA

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

27/04/2026


MAIS UMA VÍTIMA DOS IMPLACÁVEIS COLONIZADORES

Uma ilha caribenha que passou séculos com seu território e sua população sendo explorados para beneficiar europeus e americanos. O Haiti, país com mais de onze milhões de habitantes e um dos mais explorados recantos do Sul Global. O país, que enfrenta uma grave crise humanitária e de segurança, perdendo o controle sobre parte de sua infraestrutura para as gangues que agem sem pudor em seu território.


UMA AUTÊNTICA REVOLTA

O Haiti, primeira república negra do mundo (1804), foi o único país fundado por uma revolta de escravizados bem-sucedida. Ex-colônia francesa, declarou independência após uma sangrenta revolução liderada por Toussaint L'Ouverture. Punições econômicas, dívidas impostas pela França, ocupações estrangeiras (como dos EUA) e ditaduras moldaram sua difícil história contemporânea.


A DÍVIDA DA INDEPENDÊNCIA

O evento conhecido como "O Maior Roubo da História" refere-se à extorsão sofrida pelo Haiti após sua independência em 1804. Como a primeira nação negra independente a abolir a escravidão, o Haiti foi punido econômica e politicamente pelas potências mundiais. Em 1825, 21 anos após o fim da revolução, o rei Carlos X da França cercou o Haiti com navios de guerra e exigiu o pagamento de 150 milhões de francos de ouro em troca do reconhecimento diplomático.


A NÃO COMPENSAÇÃO, JUSTA E DEVIDA

O que a França fez ao povo haitiano após a Revolução Haitiana é um exemplo particularmente notório de roubo colonial. A França instituiu a escravidão na ilha no século 17, mas, no final do século 18, a população escravizada se rebelou e acabou declarando independência. No entanto, de alguma forma, no século 19, o pensamento era de que os ex-escravizadores do povo haitiano precisavam ser compensados, e não o contrário.


UMA NOVA MISSÃO

Comandada pela Organização das Nações Unidas. Essa nova missão, como a última, tem como objetivo restituir a estabilidade social, política e institucional ao país.

Porém, tendo em vista os últimos quatro séculos da história haitiana, a exploração espanhola, a colonização francesa, a ocupação americana, a missão brasileira e permeando tudo isso, o aproveitamento que o capital europeu e americano teve no período em detrimento do desenvolvimento do Haiti, uma pergunta chama a atenção: Por que, dessa vez, não deixamos o Haiti tentar se organizar e se recuperar sozinho? Se a ONU quer ajudar, por que simplesmente não força os países que tanto exploraram essa região do planeta a arcar com uma indenização trilionária pelos séculos de exploração de sua população e de seus recursos naturais?


"A TEORIA DA DEPENDÊNCIA": É ASSIM QUE A BANDA DOS RICOS TOCA

A prosperidade dos países desenvolvidos (o "centro") é frequentemente analisada como estruturalmente ligada à pobreza ou subdesenvolvimento de países periféricos (o "sul global"). Essa perspectiva, central na Teoria da Dependência, sugere que o sistema capitalista global opera através de uma transferência contínua de riqueza, mão de obra e recursos naturais dos países pobres para os ricos.



 
 
 

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