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"IA É UMA DAS MAIORES CILADAS QUE A HUMANIDADE JÁ PRODUZIU"

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

16/08/2026


TÁ LOUCO, MEU? FALANDO MAL DE UMA "DIVINDADE"

Quem falou essa blasfêmia?

Ele é considerado um dos nomes mais importantes da neurociência mundial, o médico Miguel Nicolelis apresentou algumas de suas ideias sobre o uso da inteligência artificial, o que chamou de “um dos maiores engodos” que a humanidade já produziu.


"NINA" - 'NEM INTELIGENTE, NEM ARTIFICIAL'

A inteligência artificial, apelidada por Nicolelis de NINA, será abordada no seu novo livro, que levará, inclusive, a sigla no nome.

NINA, detalhou o médico, é o acrônimo para "nem inteligente, nem artificial". "Estou escrevendo a biografia da NINA. Esse acrônimo descreve a visão da vasta maioria dos neurocientistas sobre a maior venda de snakeoil, o óleo de cobra que os americanos usam para descrever o que é enganação".


IA - UM CONTRASSENSO PARA A NEUROLOGIA

Segundo o estudioso, nem os próprios neurocientistas têm como descrever precisamente o que é a inteligência, uma vez que não há como quantificar o processo neurobiológico que gera esse fenômeno. "Os grandes atributos da mente humana não são computáveis pela lógica digital, porque nenhum de nós é um computador digital. Nenhum ser humano se comportou como uma máquina de turing, que é o nome original do sistema digital".


A IA VAI ENFRAQUECER O CÉREBRO HUMANO?

Nicolelis lembrou que o cérebro humano, assim como o corpo, funciona à base do uso de energia. "Quanto mais a gente delega funções para a máquina, vamos perdendo atributos cognitivos e o cérebro vai percebendo que não precisa mais gastar energia com isso", explica o pesquisador. "Quem hoje sabe de cor dois ou três telefones?", brincou, lembrando que essas mudanças de hábitos podem transformar também o funcionamento da mente humana.


QUAL O FUTURO DA IA?

Nicolelis lembra que as LLMs (Large Language Models) - sistemas avançados para entender e gerar textos pela inteligência artificial - usam o passado para moldar o futuro e que todos alucinam, ou seja, produzem respostas sem sentido ou completamente dissociadas da verdade. "Eles não têm nenhum compromisso com a verdade ou com a acurácia", completa.


CONTEXTUALIZAÇÃO FINAL

"O meu medo não é a replicação do cérebro humano pela máquina. Isso nunca vai acontecer, vai contra as leis da física, o cérebro humano não funciona na lógica digital"





 
 
 

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