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A EDUCAÇÃO ATRAVÉS DA DIVERSIDADE DO SER HUMANO

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

14/08/2026

‘A revolução na educação passa pelo conhecimento do próprio ser humano’,

diz Edgar Morin.


MODELO DE EDUCAÇÃO DE CONHECIMENTOS FRAGMENTADOS

O filósofo e antropólogo francês Edgar Morin, é um crítico do atual modelo de ensino no mundo, que segundo ele, se especializou em fornecer conhecimentos fragmentados. De acordo com o pensador, a escola não atende mais às necessidades vitais do cidadão, que passariam por um aprendizado integrado e observando todos os aspectos da realidade humana.


CONHECIMENTOS DISPERSOS

"Precisamos desenvolver um modelo educacional que ligue esses conhecimentos, que lhes coloque em perspectiva. As escolas acumularam saberes, mas não são capazes de organizá-los." Assevera o filósofo.


A VERDADEIRA REFORMA

Diz Morin que a verdadeira reforma educacional no mundo só será possível assim que os currículos das diversas disciplinas se preocupassem em pensar conjuntamente o ser humano.

"Há uma realidade mutilada de nós mesmos, fatiada. Nas aulas de Biologia, eu conheço nosso organismo. Na de economia, somos traduzidos apenas em números frios. Em ciências humanas, fico sabendo como como agimos em sociedade. Mas há conhecimentos separados de tudo isso, e precisamos integrá-los. O aluno precisa entender que a diversidade é o tesouro da humanidade."


A NECESSIDADE E A IMPORTÂNCIA DO AUTOCONHECIMENTO

"Não ensinamos nem a nos conhecer. As escolas deveriam estimular que alunos escrevessem diários, e depois os lessem com o passar do tempo. E essa prática poderia perpassar ao longo de toda a educação básica. Só conhecendo nossas fraquezas é que conhecemos também as fraquezas dos outros, e assim, as compreenderemos." Prossegue o educador francês.


FOCO EM EXCESSO NO CONTEÚDO

Ao realizar uma palestra no Brasil, Morin se deparou com questões como o possível conteudismo nos currículos da educação básica, a formação defasada do professor e o dilema entre integrar o conhecimento no ensino fundamental e médio, e lidar no final do ciclo com a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que também pecaria pelo excesso no foco em conteúdo.


CONCLUSÃO DO EDUCADOR

Sobre a questão do tópico acima: "acho que todos esses problemas estejam acontecendo. Concordo com tudo isso. Mas esse fenômeno acontece também porque os professores se retraíram em suas próprias disciplinas, sem dialogar com docentes de outras áreas. O individualismo está exacerbado, e precisamos estimular a solidariedade.

















 
 
 

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