AS ARMADILHAS DA AUTO-OBSESSÃO
- Antonio Jose Silva
- há 2 dias
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19/03/2026
PREAMBULANDO DE FORMA REFLEXIVA
Nem tudo o quanto nos conduz ao desalinho procede dos outros, de sorte que devemos observar melhor nosso comportamento diário para assumir as responsabilidades sobre fatos da vida que escapam da atuação de terceiros.
PRESO A CICLOS VICIOSOS
A auto-obsessão é um processo complexo e grave em que a própria pessoa se torna sua perseguidora, cultivando pensamentos negativos, culpa, mágoa ou vícios que paralisam sua evolução. Diferente da obsessão externa, na auto-obsessão o indivíduo é o agente da própria perturbação mental e espiritual, mantendo-se preso a ciclos de sofrimento.
AFIRMA HAMMED
“Geralmente, a auto-obsessão vem acompanhada de sentimentos de culpa, de autocensura, de recriminação, de complexos de inferioridade e de irresponsabilidade pelo próprio destino”. Em resumo, as percepções que o indivíduo acalenta tendem a ser carregadas de recriminações, amarguras, infelicidade, emoções descontroladas e, por extensão, altamente autodestrutivas.
A VIDA TORNA-SE UM FARDO INSUPORTÁVEL
Na casa mental do auto-obsediado predomina a falta de paz e harmonia, pois não há praticamente a existência de pensamentos atenuadores ou positivos. Em decorrência disso, o ato de viver lhe constitui um fardo insuportável. A sua visão excessivamente negativa da vida, do mundo e, o que é mais preocupante, de si mesma, não lhe permite armazenar forças internas capazes de contrabalançar tal estado vibratório.
QUANDO A EGOLATRIA SE MANIFESTA
Existe um outro aspecto pouco explorado na literatura sobre auto-obsessão, e que merece maior atenção de nossa parte. Trata-se da manifestação da egolatria e do comportamento obsessivo-compulsivo. Sob essa forma, o indivíduo não ativa uma espiral descendente tal qual descrito acima. Nessa modalidade, se assim podemos nos expressar, o quadro beira o mais alto grau de narcisismo acoplado à falta de senso, que muitas vezes conduz a situações ridículas ou bizarras, e ao culto excessivo da imagem ou do corpo, entre outras características nocivas.
A CURA
A cura, por sua vez, reside no esforço pessoal de mudança de mentalidade e comportamento, desconstruindo padrões negativos e cultivando autocompaixão. É fundamentalmente, uma autocura, exigindo a desconstrução de padrões de pensamento estabelecidos. Alterar a frequência de energia, substituindo sentimentos de dor e raiva por pensamentos positivos e altruístas. Substituir a auto-punição pelo perdão e pela compaixão, reconhecendo a própria dor para aprender com ela. A prática de ações úteis e a mudança na vida interior. A prática de ações úteis e a mudança na vida interior. O processo de libertação não é imediato e exige persistência para mudar a conduta íntima e, assim, se libertar.



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