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AFINAL, O QUE É A MÁFIA?

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • 16 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

16/07/2024


DE VOLTA AO SÉCULO 19

A máfia é conhecida mundialmente como uma sociedade criminosa secreta, que atua de maneira anônima em todas as esferas da sociedade, desde a institucional até a social. Para entender como ela nasceu, é necessário “voltar à Itália” do século 19, mais especificamente na região da Sicília, onde os camponeses se organizavam. Durante o tempo em que o feudalismo ainda era o sistema econômico, o termo “mafiusus” foi criado para se referir àquele que cobrava dinheiro em troca de proteção militar, como explica o professor e historiador Vitor Soares.


A IMPORTÂNCIA IMPACTANTE DA MIGRAÇÃO - "COSA NOSTRA"

A princípio, a máfia italiana surgiu no sul da Itália, mais especificamente no período da Idade Média. No geral, os membros da organização eram agricultores proprietários de pequenas terras. Basicamente, perceberam-se ameaçados por grandes latifundiários e senhores feudais que possuíam grandes propriedades por meio do roubo dos pequenos fazendeiros. Sendo assim, uniram-se para lutar contra o domínio desses fazendeiros. Contudo, a atuação expandiu para outros setores até que organizou-se a estrutura de expansão dos negócios, no entanto, ainda segundo Soares, foi na migração para os Estados Unidos que grupos criminosos como o Cosa Nostra cresceram e ganharam muita fama. Muitos desses grupos nasceram baseados na ideia de que o Estado estaria ausente em diversos momentos e para os grupos sociais menos favorecidos.


NÃO A COBIÇA E A HOMOSSEXUALIDADE

Comumente, a máfia italiana segue diferentes princípios, como um código de ética para orientar as condutas da organização. Em primeiro lugar, cobiçar a mulher do próximo representa um ato punível de forma severa. Ademais, não se pode violar a mulher ou filho de outros mafiosos, ainda que sejam inimigos.

Logo em seguida, algumas instituições punem a homossexualidade. Porém, algumas estruturas permitem relacionamentos desde que a irmandade da máfia venha em primeiro lugar. Além disso, os membros não poderiam trabalhar para o Estado ou servir ao Exército, estando proibidos de trabalhar nos campos ou pagar impostos.


OUTROS "PECADOS CAPITAIS"

Colaborar com a polícia é passível de tortura seguido de execução. Sobretudo, os chamados dedos-duros eram aqueles que serviam como informantes às instituições de segurança e acabavam perdendo dedos antes de morrer. Também estavam proibidos de envolver-se em atividades políticas, chegando ao ponto de cortar vínculos sociais e familiares ao ingressarem na organização.


MITOS E LENDAS DESFEITOS

O historiador escocês John Dickie publicou um livro que conta a verdadeira história da máfia italiana. E desfaz muitos dos grandes mitos sobre as organizações. Segundo a lenda, três cavaleiros espanhóis chegaram à ilha de Favignag, localizada em frente ao extremo oriental da Sicília, no século XV. Osso, Mastrosso e Carcagnosse eram os nomes dos espanhóis que viram na península itálica o lugar perfeito para tornar real um sonho antigo: a criação de um grupo secreto para lutar contra os abusos dos poderosos e as leis injustas, respeitando sempre os mais fracos. Era a criação da “Sociedade Honrável”.


ACREDITOU QUEM QUIS...

Outro mito surgiu anos depois, também relacionado com a máfia. Agora não tinha a ver com o seu nascimento, mas com a sua morte. E foi um mito criado por uma personagem decisiva na história contemporânea de Itália. Benito Mussolini. O ditador foi proclamado herói depois de, por volta de 1922, ter supostamente eliminado o crime organizado. Segundo o historiador escocês, esta era uma lenda em que “uma parte de Itália queria acreditar”.













 
 
 

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