A FÓRMULA QUE CONTRAPÕE AO NEOLIBERALISMO

14/10/2026
A HISTÓRIA
O termo “neoliberalismo” foi utilizado formalmente pela primeira vez em 1938, em um encontro de pensadores liberais em Paris, quando ficou definido que o conceito englobaria a “prioridade do mecanismo de preços, o livre empreendedorismo, a competição e um Estado imparcial e forte”. Esses pensadores se opunham ao modelo econômico keynesiano, que defendia um papel mais ativo do Estado na economia, especialmente em tempos de crise.
O OPOSTO DO "CONSENSO DE WASHINGTON"
Após os anos de revolução, reforma agrária e políticas voltadas ao fortalecimento do Estado, a China abriu seu mercado, mas impôs regras de que era preciso transferir tecnologia para o país para ingressar no mercado chinês. Além disso, manteve setores estratégicos sob controle do Estado, como energia, mineração, bancos.
PRECURSORES NEOLIBERAIS
Uma das primeiras experiências consideradas neoliberais no mundo foi levada a cabo pelo Chile. Em 1975, o ditador chileno Augusto Pinochet entrou em contato com acadêmicos da Escola de Chicago, que recomendaram medidas pró-liberalização do mercado e diminuição do Estado. Entre tais medidas estavam a drástica redução do gasto público, demissão em massa de servidores públicos e privatização de empresas estatais. As eleições de Margareth Thatcher no Reino Unido e de Ronald Reagan nos Estados Unidos no início dos anos 1980 também foram indicativos desse fenômeno.
O "MILAGRE" CHINÊS
A China tinha cerca de 800 milhões de pessoas em extrema pobreza em 1978. Ao longo dos anos de política socialista, o país reduziu para 82 milhões o número de pessoas na miséria, em 2013, e para 6 milhões em 2019. Chegando à erradicação da pobreza extrema, no final de 2020. Nos anos 1980, o Brasil tinha um Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o gigante asiático. E atualmente, o PIB da China é dez vezes maior que o do Brasil.
OS PROBLEMAS DO NEOLIBERALISMO
Um artigo de maio de 2016, assinado por dois economistas do FMI, chamou a atenção justamente por questionar a eficiência do receituário neoliberal. Eles afirmam que em alguns casos, em vez de entregar crescimento econômico, medidas neoliberais aumentaram a desigualdade e prejudicaram um crescimento duradouro. Segundo os autores, dois aspectos do neoliberalismo podem acabar desequilibrando a trajetória de crescimento econômico de países que adotam tais medidas:
Livre movimento de capitais; A austeridade fiscal (redução da dívida pública e do tamanho do Estado).
RECUSA À "TERAPIA DE CHOQUE"
A chamada "lição da China contra o neoliberalismo" baseia-se na tese de que o país se tornou a maior potência econômica emergente do mundo justamente por rejeitar a cartilha do Consenso de Washington e as políticas de privatização em massa e austeridade fiscal.



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