VOCÊ AINDA NÃO TEM PIX? É SÉRIO ISSO?
- Antonio Jose Silva
- há 21 horas
- 2 min de leitura

04/05/2026
O SISTEMA BRASILEIRO DE R$ 35 TRILHÕES
Ele virou referência internacional. O Pix foi apresentado oficialmente na 7ª reunião do Fórum Pagamentos Instantâneos (Fórum PI), em 2020. As especificações técnicas do produto: o funcionamento a qualquer hora e dia, com prazo máximo de liquidação de 10 segundos (na prática, são em média 3), inovações como o uso de QR Code (abreviação de Quick Response Code, ou código de resposta rápida) e a possibilidade de que o usuário registrasse múltiplas chaves de identificação, como número de telefone, e-mail e o próprio CPF/CNPJ.
VEIO PRA "PIXAR", OPS! PRA FICAR.
Hoje, cerca de 170 milhões de brasileiros têm pelo menos uma chave Pix em seu nome, o que representa mais de 80% da nossa população total. O número de cédulas que circulam no país caiu de 8,4 bilhões para 7,7 bilhões entre janeiro de 2020 e janeiro de 2026. Com isso, as máquinas da Casa da Moeda andam tendo um alívio.
OS DOIS SISTEMAS PIONEIROS E DE VANGUARDA
O primeiro país que se aventurou nos pagamentos rápidos (ainda não “instantâneos”) foi o Japão, em 1973, com a implementação do Sistema Zengin, que operava via computadores e linhas de telecomunicações. Em 1987, a Suíça lançou o seu Sistema de Compensação Interbancária (SIC, na sigla original), com a participação inicial de doze bancos, que também se tornou um caso de estudo mundial.
O PIXSERVINDO DE MODELO
Assim como o Brasil se inspirou em sistemas de outros países, anos atrás, hoje outros países estudam o modelo do BC para tentar replicá-lo. Em outubro do ano passado, a Colômbia lançou o Bre-B, que ganhou o apelido de “Pix colombiano” por funcionar basicamente nos mesmos moldes do sistema brasileiro.
SERÁ QUE O TIO SAM ESTÁ QUERENDO ATRAPALHAR A NOSSA BATUCADA?
Ninguém precisa ter muita pena das bandeiras de cartões de crédito. O volume movimentado por essa modalidade no Brasil continuou crescendo na era do Pix, num ritmo maior que o dos anos anteriores (a evolução foi de 70% entre 2015 e 2020 e de 175% entre 2020 e 2025), em meio à digitalização da economia.
O ESTUDO PUBLICADO EM 2025
"O impacto dos pagamentos instantâneos no sistema bancário", publicado em março de 2025 pelos pesquisadores do BC Rodrigo Barbone Gonzalez, Yiming Ma e Yao Zeng, mostrou uma outra mudança. As instituições aumentaram preventivamente suas reservas de dinheiro antes do lançamento do Pix, com uma quantidade maior de ativos de rápida liquidez, para que tivessem dinheiro rápido que garantisse as transações. Com isso, passaram a investir mais em títulos públicos de curto prazo, por exemplo.
NOBEL DA ECONOMIA
Cinco anos depois, em junho de 2025, o americano Paul Krugman, vencedor do Nobel de economia, escreveu um artigo sobre o Pix com o seguinte título: “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”, que vem seguido de uma outra pergunta: “e ele chegará em algum momento até os Estados Unidos?”.


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