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UMA SUPOSTA SUPERIORIDADE

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 35 minutos
  • 2 min de leitura

17/06/2026


UM PADRÃO DE QUE MESMO?

O conceito de branquitude refere-se à construção social, política e histórica que coloca a pessoa branca como o padrão de humanidade, beleza, moralidade e inteligência. Longe de ser apenas a cor da pele, é uma posição de privilégio estrutural que classifica e nomeia os outros, enquanto se mantém invisível e "neutra".


EU NÃO BRANCO NÃO, E DAÍ?

Ser branco é um lugar de conforto. Essa é a ideia que o campo de estudos críticos da branquitude procura transmitir, ao apontar os privilégios simbólicos e materiais dos brancos.


O ESTUDO

Lia Vainer Schucman, uma das mais importantes estudiosas sobre o tema branquitude na atualidade, a pesquisadora em Psicologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina, diz: “Esse estudo surgiu da percepção de que nos estudos de relações raciais, olhar apenas para as etnias marginalizadas - no caso do Brasil, indígenas e negros - recoloca o branco numa posição de normatividade, enquanto continua insinuando que quem tem raça é o outro”.


HISTÓRIA GERAL COISA NENHUMA

"A branquitude é sempre um lugar de vantagem estrutural do branco em sociedades estruturadas pelo racismo, ou seja, todas aquelas colonizadas pelos europeus, porque a ideia de superioridade surge ali e se espalha via colonização. Dessa forma, colocam as definições vindas da branquitude como se fossem universais. O que chamamos de História Geral, por exemplo, deveria ser chamada de História branco-europeia". 


UM EXERCÍCIO DE SUPERIORIDADE

Diferentemente do racismo, que acontece na relação entre brancos e negros, a branquitude acontece ao longo da vida da pessoa branca, colocada pela sociedade em um papel de superioridade. Segundo a pesquisadora, há um exercício de manutenção do poder dos brancos.


IDENTIDADE RACIAL

“Para além da ideia de hegemonia branca cultural simbólica, que vemos nas novelas e propagandas, tem aquilo que chamamos de identidade racial do sujeito branco”, conta Lia. A professora também explica que identidade racial não é algo que alguém escolhe por meio de suas identificações (que têm a ver com processos de identificação ao longo da vida, como com o pai, com a mãe, uma cultura, etc).


FUNDAMENTOS DA DESCONSTRUÇÃO

"O primeiro é o reconhecimento da branquitude. Ou seja, o indivíduo reconhece que a condição de branco lhe confere privilégios. O segundo é o entendimento de que o racismo é um problema atual e não apenas um legado histórico. Um outro é tomar posse de uma gramática e de um vocabulário racial. No Brasil, evitamos chamar o negro de negro. Como se isso fosse um xingamento e como se evitar essa palavra pudesse esconder o racismo. Para combatê-lo, temos de ser capazes de falar de raça abertamente."






 
 
 

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