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UMA REVOLUÇÃO "A FRANCESA"

Foto do escritor: Antonio Jose Silva
Antonio Jose Silva
há 54 minutos
2 min de leitura

15/09/2026


UMA REVOLUÇÃO POLÍTICA DA BURGUESIA

A Revolução Francesa suscita debates e polêmicas entre historiadores. Por meio dela, se construiu uma nova sociedade baseada na ideologia liberal e inaugurou a nova ordem capitalista. Já os historiadores revisionistas negam que a Revolução Francesa tenha resultado da luta de classes entre nobreza e burguesia pois esses grupos, no final do século XVIII, eram tão heterogêneos, em termos de riqueza e posição social que sequer chegavam a constituir classes.


A REVOLUÇÃO E SUAS CONTRADIÇÕES ÉTICAS

Essa Revolução (1789–1799) é um dos eventos mais documentados da história, mas a narrativa tradicional frequentemente esconde ou simplifica aspectos cruciais. O que a história popular muitas vezes não revelou ou deixou em segundo plano são as contradições éticas, a participação de grupos marginalizados e os impactos globais que desafiam o mito da "liberdade, igualdade e fraternidade".


O QUE FOI OCULTADO E DISTORCIDO

O apagamento das mulheres e a execução de feministas. Embora as mulheres tenham liderado a famosa Marcha sobre Versalhes e participado ativamente dos debates, a Revolução acabou por excluí-las dos novos direitos políticos. Olympe de Gouges: Autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, contestou a exclusão feminina e acabou guilhotinada pelos jacobinos em 1793. Proibição política: Logo após a queda da monarquia, os clubes políticos femininos foram sumariamente banidos, e as mulheres foram forçadas a retornar ao ambiente doméstico.

                                                                                                                                                             

A HIPOCRISIA COLONIAL E A ESCRAVIDÃO

A promessa de que "os homens nascem livres e iguais em direitos" tinha fronteiras geográficas e raciais muito claras para os revolucionários. Hesitação em libertar escravos: A Assembleia Nacional hesitou por anos em abolir a escravidão nas colônias francesas (como o rico território de Saint-Domingue, hoje Haiti), pois a economia da França dependia do açúcar e do café produzidos por mão de obra escrava.


O CASO DO HAITI

A abolição só foi declarada em 1794 porque os próprios escravizados se rebelaram (Revolução Haitiana). Anos mais tarde, Napoleão Bonaparte tentou restaurar a escravidão à força e prendeu o líder revolucionário Toussaint Louverture. A Guerra da Vendeia: O "Genocídio" Esquecido. A narrativa oficial foca na luta contra os reis e a nobreza, mas esconde a violência brutal cometida contra os próprios camponeses franceses que não concordavam com os rumos da Revolução.


GUERRA CIVIL

Na região da Vendeia, camponeses católicos e monarquistas se rebelaram contra o alistamento militar obrigatório e a perseguição à Igreja Católica. Repressão brutal: A resposta de Paris foi implacável. Estima-se que mais de 150.000 civis foram mortos pelas "Colunas Infernais" do exército revolucionário, em táticas que historiadores modernos comparam a crimes de guerra e terra arrasada.


O TERROR ECONÔMICO E A FOME

A Revolução Francesa foi impulsionada pela fome e pela crise financeira, mas a tomada do poder não resolveu esses problemas imediatamente, gerando medidas autoritárias na economia. Lei do Máximo Geral: Para conter a inflação, os jacobinos congelaram os preços de alimentos e salários. Consequências: A medida gerou um mercado negro massivo, escassez ainda maior de produtos e a execução na guilhotina de comerciantes e camponeses acusados de "entesourar" comida.


 
 
 

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