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SOBRE A CONDUTA DO HOMEM

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • 5 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

05/03/2023

DE OUTRA AUTORIA Thomas Hobbes foi quem disse que “o Homem é o Lobo do Homem”. Mas a frase original não é de sua autoria, ele apenas popularizou uma ideia de um dramaturgo romano. Este texto está em seu livro mais famoso, Leviatã. A frase é um dos principais argumentos que sustentam sua teoria política.


VIÉS DE DESTRUIÇÃO? Para o autor de "Leviatã", o ser humano é naturalmente egoísta e mau, e compete à sociedade contornar isso - com uma coisa chamada "contrato social". A oração, metafórica, quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.

CONTEXTUALIZANDO Para compreendermos melhor o sentido da frase convém retomar o contexto de onde ela foi retirada. Hobbes acreditava (e deixou registrado esse pensamento em Leviatã) que o ser humano precisava viver em conjunto numa sociedade regida por regras e normas. Aquilo que o autor chamou de contratos sociais era essencial para a sobrevivência humana pois, caso contrário, chegaríamos a uma circunstância extrema de barbárie.


DEVORADOR DE SI MESMO Explorador por essência, aproveitador dos mais fracos, o homem teria por instinto o impulso de usurpar o que é do outro, colocando-se acima dos demais e tendo como prioridade máxima o bem estar individual ao invés do coletivo. Na frase vemos sintetizada a ideia de que o homem é o seu próprio inimigo provocando lutas sangrentas e, muitas vezes, matando os seus semelhantes.


A DE ORIGEM A frase original é de autoria do dramaturgo romano Titus Maccius Plautus (254 a.C-184 a.C.) e um pouco diferente da que foi popularizada por Hobbes:

“O homem que não se conheça tal como é, é lobo para o homem”, Lupus est homo homini, non homo, quom qualis sit non novit.


ESTADO DE NATUREZA Para o autor, o homem em estado de natureza é um ser agressivo, violento e que possui um instinto de sobrevivência selvagem. O homem, sem o limite das leis, de um Estado ou sociedade, é um ser agressivo, egoísta e preocupado apenas com sua autopreservação. Por sua vez, o contrato social impõe direitos e deveres para líderes e liderados.


SEGUNDO HOBBES Essencialmente o "homem é o lobo do próprio homem", ou seja, ele é capaz de colocar em risco a sua própria espécie. Por instintos de autopreservação e egoísmo, o ser humano tenderia a entrar em conflitos e guerras que ameaçariam os seus próprios irmãos.

De acordo com o filósofo inglês:

“Como tendência geral de todos os homens, [há] um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte”.




 
 
 

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