PSICOFONIA - "INCORPORAÇÃO"
- Antonio Jose Silva
- 31 de jul. de 2024
- 2 min de leitura
31/07/2024
MEDIUNIDADE OU CANALIZAÇÃO
“Todos os homens são médiuns; todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo.”
KARDEC, Allan. Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos. ano 4, jan. 1861.
Mediunidade, ou canalização, é a prática de mediar a comunicação entre a dimensão física e a espiritual. Do francês médiumnité (fr), de médium + o sufixo -ité. Termo cunhado por Alan Kardec em seu O Livro dos Médiuns, em 1861, através da palavra "médium" (meio, através de).
COMUNICAÇÃO DESDE SEMPRE
Como a mediunidade é faculdade inerente à espécie humana, a comunicação entre os dois planos da vida sempre foi conhecida, desde tempos imemoriais. Entretanto, teve de se submeter a um processo lento e gradual de evolução, cuja história acompanha a própria evolução do Espírito.
SOB A ABORDAGEM E O ESTUDO CIENTIFICO
São os antropólogos e sociólogos que, mais recentemente, começam a devotar sua atenção aos fenômenos mediúnicos, oferecendo-lhes explicações mais sensíveis a uma leitura cultural e psicossocial. O trabalho iniciado por esses pesquisadores desencadeia mudança significativa na maneira de se estudar o fenômeno da mediunidade, antes compreendido apenas no nível de teorias psicopatológicas ou intrapsíquicas, que tendiam a apresentar-se de forma reducionista frente à complexidade de tais experiências.
REMONTA À ANTIGUIDADE
A despeito do fato de a mediunidade ter recebido uma abordagem científica apenas entre o final do século XIX e início do século XX, ganhando notoriedade e um enorme interesse público na Europa e nos Estados Unidos, ela foi precedida por uma tradição de comunicação com os mortos que remonta à antiguidade, e pode ser vista em obras milenares como o Livro dos Mortos do Antigo Egito e o Livro Tibetano dos Mortos. Posteriormente, a base para as formas modernas de expressão da mediunidade foram complementadas por uma variedade de estados de transe, visões e outros fenômenos provenientes tanto dos meios religiosos quanto de inúmeras crenças populares.
INCORPORAÇÃO OU PSICOFONIA?
A incorporação “é um fenômeno de transe mediúnico no qual o médium fica em estado alterado de consciência para dar a devida passividade a outro ser que lhe toma o controle de suas ações”. A psicofonia é um fenômeno psicomotor, a aproximação do espírito traz fortes sensações ao médium, atingindo suas capacidades motoras, corporais, dando a impressão de que o espírito está usando o corpo dele – daí a falsa ideia da incorporação. A psicofonia também é mais comum do que parece. Quantas vezes, em ríspidas discussões, dizemos palavras que não parecem nossas, ou notamos isso em algumas pessoas. Noutras vezes, damos bons conselhos com uma fluência que não nos é peculiar. Certamente todos já vimos alguém dizer, não compreendendo a própria conduta: aquele não era eu.
AFINAL, EXISTE A INCORPORAÇÃO DE ESPÍRITOS?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental.




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