MOVIMENTO IDENTITÁRIO
- Antonio Jose Silva
- 12 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

12/04/2025
O QUE É. COMO SURGIU E A QUE SE PROPÕE ?
Muito antes dos debates identitários, Epicuro construiu uma filosofia inclusiva. O movimento identitário, ou identitarismo, nasce de grupos sociais formados por pessoas que compartilham aspectos da sua identidade e, logo, possuem interesses, perspectivas e demandas em comum. Trata-se da agrupação de pessoas com características similares, como orientação sexual, etnia, classe, nacionalidade, etc, que busca visibilizar suas dificuldades e lutar por seus direitos. Exemplos de grupos identitários que conhecemos hoje em dia são os que lutam pela igualdade de gênero, pelo fim do racismo, pela preservação ambiental, entre outros.
GERADOR DE SEGREGAÇÃO?
As críticas ao identitarismo dizem que este gera segregação entre pequenos grupos que, ao invés de separar suas lutas, deveriam organizar-se de forma mais massiva já que compartilham interesses em comum. No Brasil, o identitarismo começou a repercutir graças a esses movimentos globais e ganhou força em 2018 com as eleições e os debates políticos levantados naquele momento.
RAIZ EM COMUM E AS CONTROVÉRSIAS
As lutas dos índios, comunidade LGBTI, mulheres, negros e trabalhadores são específicas, mas também comuns e interseccionais, já que possuem uma raiz em comum: a desigualdade social. Alberto Cantalice, membro do diretório nacional do PT, escreveu em seu Twitter em janeiro que “o identitarismo é um erro. É uma pauta criada por ativistas dos Estados Unidos e que não tem similaridade com questões brasileiras." Já por sua vez o doutor em ciência política Luís Fernandes, diz que a agenda identitária é válida e que discriminações de raça, gênero, identidade sexual e outras, são geradoras de desigualdade.
HISTÓRIA DO MOVIMENTO IDENTITÁRIO
O movimento identitário nasce da expressão “identity politics”, ou “políticas identitárias”, criado por um grupo feminista estadunidense chamado Combahee River Collective nos anos 70. Era um movimento de mulheres negras e lésbicas que não se sentiam representadas pelo movimento feminista, predominantemente branco, em suas demandas específicas.
UMA APROPRIAÇÃO INDÉBITA DOS ULTRACONSERVADORES?
Grupos ultraconservadores se utilizam do discurso identitário para se aproximar dos eleitores que se sentem rejeitados ou satanizados pelos grupos identitários. “O que o bolsonarismo vendeu foi a ideia de que se você é cis, branco e hétero, a esquerda/os comunistas/os direitos humanos/os petistas lhe farão arrastar correntes para sempre, farão políticas públicas para transferir seus direitos para as suas minorias preferidas, não reconhecerão seus méritos e valores e ainda destruirão a sua imagem.” diz o doutor em filosofia e colunista da revista Cult, Wilson Gomes.




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