EUTANÁSIA:EU(BOA) THANATOS(MORTE)?
- Antonio Jose Silva
- 27 de mar.
- 2 min de leitura

27/03/2026
UMA SAÍDA PARA UMA DOR INSUPORTÁVEL?
A eutanásia é um instituto que existiu antes mesmo de assim ser denominado e ao longo da história mundial passou por vários estágios, apresentando-se de formas diversas e com enfoques díspares em sua utilização. Na Grécia Antiga, defendiam Sócrates, Epicuro e Platão a ideia de que aquele que se encontrava acometido por uma doença que lhe implicasse em uma dor insuportável estaria apto à prática do suicídio, ou seja, frente tal situação o suicídio seria plenamente aceitável.
RECORRENDO À ETIMOLOGIA
Etimologicamente a palavra eutanásia tem origem no grego eu (boa) thanatos (morte), tendo tal termo sido utilizado pela primeira vez pelo filósofo inglês Francis Bacon em sua obra intitulada “História da Vida e da Morte” no ano de 1623. Em épocas remotas a eutanásia não tinha como único objetivo o abreviamento da vida no caso de doença incurável e no alívio do sofrimento ocasionado pela mesma, e sim a eliminação de possíveis “aberrações” e fardos para a família bem como para o Estado.
SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA
A eutanásia não é permitida, sendo considerada uma violação das leis divinas e um ato de interrupção prematura do processo reencarnatório. A doutrina ensina que a vida é um empréstimo divino e o sofrimento final, muitas vezes, é necessário para o resgate espiritual e evolução da alma.
A MORTE É O FIM?
Uma espanhola de 25 anos que ficou paraplégica, após ter tentado o suicídio em 2022, por ter sido vítima de estupro coletivo em uma instituição supervisionada pelo Estado para jovens vulneráveis. Recebeu a eutanásia na quinta-feira (26), na cidade espanhola de Sant Pere de Ribes. "Vamos ver se já posso descansar, porque não aguento mais. Não aguento mais esta família, não aguento mais as dores, não aguento mais tudo o que me atormenta".
UMA PRÁTICA VOLUNTÁRIA DIFERENTE DA EUTANÁSIA
O suicídio assistido é o ato em que uma pessoa, geralmente com doença incurável e em grande sofrimento, põe fim à própria vida com o auxílio de terceiros — comumente um médico — que fornece os meios necessários (como medicamentos letais), mas não executa o ato final, diferenciando-se da eutanásia.
UM SÁBIO E RESPONSÁVEL USUFRUTO
A perspectiva predominante em muitas correntes religiosas, especialmente no cristianismo e no espiritismo, é que a vida não nos pertence, sendo considerada um empréstimo divino ou um "dom de Deus". Essa visão sugere que a vida, o corpo e a alma são propriedades de Deus e que os seres humanos têm apenas o seu usufruto durante o tempo na Terra.
Embora a perspectiva de "empréstimo" seja muito comum na visão espiritual, ela traz consigo a responsabilidade de gerenciar esse dom com sabedoria, sabendo que, de certa forma, "prestaremos contas" sobre como vivemos.



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