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"COMPUTAÇÃO AFETIVA" É UMA QUIMERA?

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 47 minutos
  • 2 min de leitura

10/08/2026


AS MÁQUINAS, OS SENTIMENTOS E AS EMOÇÕES HUMANAS

A IA está, sem dúvida, transformando nossas vidas, mas ainda há muito exagero em torno dela. Uma das narrativas mais populares hoje é a de que as máquinas são capazes de entender os sentimentos e emoções humanas.

Esta área é conhecida como “computação afetiva”, um campo de pesquisa e desenvolvimento voltado a interpretar, simular e prever sentimentos e emoções, na tentativa de navegar pelo complexo e muitas vezes imprevisível universo da psique humana.


ELAS NÃO POSSUEM CONSCIÊNCIA

As máquinas simulam e detectam sentimentos, mas não os compreendem de verdade. Elas usam modelos matemáticos para identificar padrões na linguagem, expressões faciais ou batimentos cardíacos, mas não possuem consciência ou capacidade de vivenciar uma emoção. A expectativa é a de que a IA seja capaz de perceber emoções, o que levará a aplicações mais úteis, acessíveis e seguras. Mas será que uma máquina pode realmente entender uma emoção?


POR QUE A IA NUNCA VAI ENTENDER NOSSOS SENTIMENTOS?

O consenso científico e tecnológico é que a inteligência artificial não possui senciência nem consciência. Ela não sente emoções, não tem percepção sensorial do mundo material e não possui experiências subjetivas (o que os filósofos chamam de "qualia").


O QUE É IA SENCIENTE?

A inteligência artificial senciente é definida teoricamente como máquinas autoconscientes que podem agir de acordo com seus próprios pensamentos, emoções e motivos. Até o momento, os especialistas concordam que a IA está longe de ser complexa o suficiente para ser senciente.


COMO DEFINIR SENCIÊNCIA?

A senciência é definida pela capacidade de ter experiências subjetivas, consciência, memória e sentimentos. Mas as definições de senciência, cognição e consciência são muitas vezes inconsistentes e ainda fortemente debatidas 3 por filósofos e cientistas cognitivos.


UM CRÍTICO DE PESO

O renomado neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis é um forte crítico da ideia de que a Inteligência Artificial (IA) é "inteligente" ou capaz de "sentir e se emocionar". Para ele, as IAs apenas simulam reações baseadas em dados, enquanto sentimentos e inteligência são atributos exclusivos de organismos vivos.


A IA NÃO SENTE E NÃO É INTELIGENTE

Segundo Nicolelis, a inteligência é uma propriedade complexa da matéria viva, resultado de milhões de anos de evolução e adaptação. A IA não passa de uma ferramenta que processa lógica digital e prevê respostas com base no volume de dados que recebeu (muitas vezes rotulados por humanos). Ele defende que a ideia de uma IA consciente não passa de uma estratégia de marketing das gigantes da tecnologia para gerar medo e valor de mercado.


 
 
 

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