AFINAL, A VIDA É REALMENTE MUITO CURTA?
- Antonio Jose Silva
- 30 de out. de 2024
- 3 min de leitura

30/10/2024
EIS A GRANDE QUESTÃO!
Como disse o pensador inglês do século 19 Benjamin Disraeli, 'A vida é muito curta para ser pequena'. Afinal, a vida é realmente breve? Ou ela é o bastante para ser prazerosamente vivida e nós é que perdemos tempo com coisas miúdas, irrelevantes e inúteis?
UM IRRECUSÁVEL CONVITE
A frase em epígrafe é um convite para refletir sobre a importância de: Lembrar que não há tempo para desperdícios;
Refletir sobre o propósito da vida;
Evitar desperdiçar a vida com coisas banais e medíocres;
Questionar se a vida está sendo vivida de forma apressada;
Rever as prioridades e cuidar do essencial;
Compartilhar a vida, a amizade, o amor, a fraternidade, a lealdade, a solidariedade e a esperança.
O QUE É, O QUE É?
"[...] E a vida?
E a vida o que é diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?..."
EXPECTATIVA DE VIDA
Mesmo que as pessoas tenham consciência de que a vida pode durar uns 80 anos, elas levam uma vida estressante, sempre preocupada com o futuro, e por isso deixam de viver o presente e acabam com a sensação de que a vida é muito curta. A expectativa média de vida de um brasileiro em 2024, está em 76,6 anos, e em alguns países como Mônaco, chega a 87 anos. Você tem ideia do quanto você pode fazer e viver em 80 anos?
MÁRIO CORTELLA EM UMA ENTREVISTA
Pergunta - As pessoas estão vivendo uma vida pequena? Por entraram nesse ritmo de vida e estão cuidando demais do urgente e deixando de lado o que é importante?
Cortella – Porque nós, numa vida que hoje está mais apressada, acabamos imaginando que esse é o único modo de ser, mas como uma vida apressada, porém apressada de agenda lotada de compromissos cada vez mais pessoas que vivem mais conectadas com várias áreas, vivem menos consigo mesmas. Como hoje estamos vivendo muito numa conexão de apreciação, que é preciso estar apreciando as pessoas o tempo todo, em que a vida é medida em termos de exuberância pelo número de “likes” e “unlikes” que se tem, isso faz com que haja não só ausência de tempo, mas uma perda de tempo. Evidentemente que não é toda rede social e tecnologia que sugere perda de tempo, mas a não utilização com parcimônia, inteligência e uma medida boa, faz com que se perca um tempo imenso ao dar retorno apenas para não chatear a outra pessoa. Isso faz com que, a vida que é curta, vá se apequenando exatamente pela ausência de capacidade de cuidar daquilo que é importante
AFINAL, QUAL A VIDA VALE A PENA SER VIVIDA?
Finaliza Cortella – O Clóvis de Barros Filho tem um livro ótimo com esse nome e, de fato, como ele mesmo lembra, a vida que vale a pena ser vivida é aquela que a gente não tenha o apequenamento da existência, uma incapacidade de partilha, uma impossibilidade de ter potência de viver, como ele mesmo levanta. Portanto, uma vida que não seja desperdiçada, banal, fútil, inútil, superficial, morna. Essa, sim, é a vida que vale a pena e não uma vida que eu acumule, uma na vida na qual quando eu me for, eu possa olhar, se der tempo, para minha trajetória e imaginar: que bom ter existido, que bom que eu não vivi de forma mesquinha, de forma egoísta, de forma tola, que eu pude aprender, partilhar, conviver, pude ter emoções – algumas que eu não queria ter porque elas eram negativas, mas que eu vou deixar para trás e não fiz com que elas me dominassem. Essa, sim, é a vida que vale a pena ser vivida. É ter um grande espírito, aquilo que os gregos chamavam de eudaimonia, o “bom espírito” cuja tradução é felicidade.
"É BONITA. E É BONITA"
"[...] Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada..."



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