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A INSIDIOSA ALZHEIMER

  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

29/08/2026


SEM ESQUECER DE PREAMBULAR

O termo "insidiosa" descreve perfeitamente a Doença de Alzheimer, pois ela se desenvolve de forma lenta, silenciosa e progressiva, danificando o cérebro muito antes dos primeiros sintomas de memória aparecerem.


ALZHEIMER, PRINCIPAL CAUSA DE DEMÊNCIA

É um processo progressivo de morte de células cerebrais. Conforme a especialista, Dra. Sonia Brucki, neurologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), o Alzheimer é causado principalmente por duas proteínas: a amiloide e a proteína tau. Estas substâncias se depositam no cérebro ao longo do tempo, desencadeando um processo que resulta na morte dos neurônios.


INÍCIO SILENCIOSO DA DOENÇA

Tipicamente, o sintoma inicial mais comum da doença de Alzheimer é a perda de memória. No entanto, a Dra. Brucki enfatiza que esta manifestação só ocorre após um longo período de alterações cerebrais silenciosas. Um aspecto crucial destacado por Brucki é que o processo degenerativo pode começar muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas visíveis. "A doença começa talvez décadas antes do primeiro sintoma", afirmou a neurologista, ressaltando a natureza insidiosa do Alzheimer.


COMBATE À CAUSA BIOLÓGICA DA DOENÇA

A medicina vive uma mudança histórica no combate ao Alzheimer, saindo do controle simples de sintomas para o ataque direto à causa biológica da doença.

Estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas convivem com a doença de Alzheimer no mundo. Com o envelhecimento global da população, esse número tende a aumentar, o que torna urgente o desenvolvimento de terapias mais eficazes para lidar com a progressão da doença.


OS AVANÇOS DAS PESQUISAS

Dois avanços recentes oferecem novas perspectivas: um estudo internacional sobre morte celular publicado na revista Science Translational Medicine e a aprovação no Brasil do medicamento Kisunla pela Anvisa.

A pesquisa internacional investigou a necroptose — um tipo de morte celular programada — como possível mecanismo envolvido na neurodegeneração causada pelo Alzheimer. Cientistas testaram dois remédios em camundongos com alterações genéticas parecidas com as que causam a doença em humanos.


MEDICINA DE COMBINAÇÃO

Estudos caminham para o futuro uso simultâneo de múltiplos medicamentos — combatendo tanto o amiloide quanto a proteína tau — em abordagens personalizadas conforme o perfil genético do paciente.


TAMBÉM PELOS EXAMES DE SANGUE

Os resultados do estudo também reforçam o papel crescente dos exames de sangue na pesquisa e no cuidado do Alzheimer. Esses testes mostraram padrões semelhantes aos da neuroimagem, sugerindo que podem ser usados para monitorar mudanças relacionadas à doença ao longo do tempo e identificar pessoas em maior risco.





 
 
 

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