- Antonio Jose Silva
- 11 de jan.
- 2 min de leitura

11/01/2026
ATUALIZANDO O CONCEITO
O novo conceito de velhice, segundo pesquisas atuais, afasta-se da ideia de declínio e inatividade, adotando uma perspectiva de envelhecimento ativo, autônomo e participativo. A definição do que é ser idoso pode estar passando por uma transformação. Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, aponta que o envelhecimento biológico mais intenso ocorre apenas por volta dos 78 anos, colocando em xeque a convenção adotada no Brasil, que considera idosa a pessoa a partir dos 60.
OS TRÊS CICLOS BIOLÓGICOS
A primeira fase corresponde à idade adulta abrange o período entre os 34 e os 60 anos de idade. A segunda fase é chamada de maturidade tardia e estende-se dos 60 aos 78 anos de idade. Ao atingir os 78 anos, o corpo entra no processo final de envelhecimento.
O estudo explica que as transformações não ocorrem de forma linear ou uniforme ao longo do tempo. Os cientistas detectaram que os níveis de proteína plasmática permanecem constantes por longos períodos e, em seguida, sofrem variações abruptas em momentos específicos.
FUNCIONALIDADE E MARCADOR PRINCIPAL
Na geriatria, o principal marcador do envelhecimento não é a idade, mas a perda de funcionalidade. Segundo especialistas, sinais como dificuldade para realizar atividades do dia a dia, risco de quedas, perda de autonomia fora de casa ou limitações cognitivas são mais relevantes do que o número de anos vividos.
A avaliação funcional considera aspectos físicos, mentais e sociais, como a capacidade de dirigir, administrar a própria rotina, manter vínculos sociais e participar de atividades físicas.
O DECLÍNIO BIOLÓGICO
A ciência relaciona o processo de envelhecimento a uma capacidade reduzida de reparo do DNA. Esse fenômeno biológico desencadeia uma série de manifestações visíveis e alterações funcionais no corpo humano. O metabolismo da pessoa diminui gradualmente e a estrutura óssea perde força.
AS MARCAS REGISTRADAS DO ENVELHECIMENTO
O estudo publicado na Nature Medicine lista padrões comuns que definem a transição para a fase final da vida. Vejamos abaixo:
Enfraquecimento do sistema esquelético
Interrupção dos padrões de sono
Diminuição da audição e da acuidade visual
Perda de massa muscular
A redução na velocidade da mobilidade
O aparecimento de rugas e manchas na pele.
LONGEVIDADE COM QUALIDADE DE VIDA É VIÁVEL?
Ter longevidade com qualidade de vida está longe de ser uma realidade para a população mundial. Um estudo recente da Mayo Clinic, publicado na JAMA Network Open, revelou um dado preocupante: pessoas estão vivendo quase uma década a mais, mas enfrentando problemas crônicos e limitações de saúde. Isso reforça a necessidade urgente de priorizar o bem-estar.
"A NOVA PANDEMIA"
O estudo destacou as doenças não transmissíveis (DNTs) como as principais responsáveis pela lacuna entre vida longa e saudável. Entre as principais condições estão doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e transtornos neurológicos. Esses problemas representam a “nova pandemia” e afetam países de todos os níveis econômicos.
O FUTURO DA LONGEVIDADE SAUDÁVEL
'É preciso transformar os sistemas de saúde. A prevenção deve ser prioridade, substituindo modelos centrados apenas no tratamento da doença.' “A ONU declarou esta década como a década da longevidade saudável”.