- Antonio Jose Silva
- 13 de jan.
- 2 min de leitura

13/01/2026
A IMPORTÂNCIA DO RESGATE DA MEMÓRIA
"O Agente Secreto é sobre memória, ou a falta dela. Se “Ainda Estou Aqui” é um filme definitivo sobre os horrores da ditadura civil-militar, dá pra dizer que “O Agente Secreto” é um filme definitivo sobre o próprio Brasil e sua sina de teimar em esquecer as agruras de seu povo.
DOIS "PONTOS FORA DA CURVA"
"Ponto fora da curva" (ou outlier) significa alguém ou algo que se destaca significativamente do padrão geral, por ter uma característica, comportamento ou resultado muito diferente da maioria, podendo ser algo positivo (inovador, excepcional) ou negativo (anormal, estranho), mas sempre chamando a atenção por ser atípico. Fernanda Torres e Wagner Moura são frequentemente aclamados como talentos excepcionais no cinema brasileiro, com carreiras que muitos consideram "fora da curva" devido ao seu impacto e versatilidade.
RAZÃO DO "COMPLEXO DE VIRA LATA"
O desdém e o escárnio da extrema direita pelas conquistas de Wagner Moura e Fernanda Torres decorrem principalmente dos posicionamentos políticos abertamente progressistas dos artistas e de suas críticas públicas a figuras e ideologias de extrema direita e da ditadura militar vivida no país.
UMA PRODUÇÃO NORDESTINA
"O Agente Secreto" chamou atenção pelo cuidado com os detalhes para recriar o Brasil de 1977, durante a ditadura militar. Grande parte das cenas foi gravada na capital pernambucana, cidade natal do diretor Kleber Mendonça Filho.
Até agora, o longa-metragem já conquistou 54 troféus em 35 premiações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes.
QUEM É "O AGENTE SECRETO"?
O Agente Secreto, Marcelo (Wagner Moura) é um professor universitário que, procurado por atividades subversivas, foge para Recife. No entanto, ao chegar na cidade, onde acredita que está seguro até conseguir fugir do país com o filho pequeno, ele descobre que está jurado de morte por um antigo desafeto.
FORTE E DESTEMIDO POSICIONAMENTO
"É uma obra sobre memória, esquecimento e trauma geracional — e, sobretudo, sobre valores. Se o trauma pode ser transmitido entre gerações, afirmou, os valores também podem." Discursou Wagner ao receber o prêmio.
DITADURA SEJA ELA QUAL FOR, NUNCA MAIS!
Em seu corajoso livro "Variações sobre a vida e a morte", o escritor Rubem Alves faz a seguinte dedicatória:
“Vítimas que se ofereceram em sacrifício, por amor e esperança”, são jovens que levantaram suas vozes e transformaram suas ações em luta pela liberdade e justiça, contra os horrores da Ditadura. Por isso mesmo foram mortos e torturados.