- Antonio Jose Silva
- 16 de jan.
- 2 min de leitura

16/01/2026
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Eric J. Hobsbawm era filho de judeus, nasceu no Egito em 1917, quando esse estava sob domínio inglês. Perdeu seus pais cedo e foi criado pela tia materna, mudando-se para Londres, por causa da perseguição nazista. Formou-se em história. Foi partidário do comunismo, exercendo um trabalho de pesquisa com um grupo de Historiadores Marxistas, pela história social.
UMA TRILOGIA
Terceiro livro de uma trilogia (A Era das Revoluções, A Era do Capital e A Era dos Impérios). Através desses três volumes Hobsbawm passa pela história europeia entre 1789 – 1914, ou seja, entre a revolução francesa e o começo da primeira guerra mundial.
UM PERÍODO CHEIO DE CONTRADIÇÕES
No livro "A Era dos Impérios" o autor nos mostra que o quadro que precedeu 1914 ainda serve de referência na produção cultural erudita do século XX, nas ciências, na tecnologia e na área das comunicações. Acima de tudo, Hobsbawm nos apresenta a era dos impérios como um período marcado e dominado por contradições inerentes ao seu avanço e que indica que, graças a elas, “bem ou mal, desde 1914 o século da burguesia pertence à História”.
PERÍODO ENTRE 1875 - 1914
A Era dos Impérios relata o período entre 1875 – 1914, começando pela crise e grande dicotomia entre países desenvolvidos e países não desenvolvidos e terminando com o começo da Primeira Guerra Mundial (o fim de fato do século XIX), contudo sem deixar de analisar os componentes que interagem nesse ambiente (o papel das mulheres, as artes, a ciência, a sociedade, …).
O MUNDO INJUSTAMENTE FRACIONADO
Nos anos 1880, nenhum país fora do mundo “desenvolvido” (e do Japão, que se somou a ele) podia ser descrito como industrializado ou em vias de industrialização. É o período em que o livre mercado capitalista sobre uma retração e barreiras comerciais são erguidas por diversos países. O mundo estava, portanto, dividido numa parte menor, onde o “progresso” nascera, e outra, muito maior, onde chegara como conquistador estrangeiro.
UMA ETERNA BUSCA DO CAPITALISMO
Viu-se uma busca incessante por recursos naturais, cada vez mais exóticos, facilitada pela migração e pelos meios de comunicação. Dentro dos próprios países a competição tornara-se mais acirrada, o que deu origem a formação de cartéis e oligopólios.
A LUTA PELA DEMOCRACIA
A concessão do sufrágio (direito de votar) universal, em 1907, não foi apenas em resposta a pressões: foi uma desesperada tentativa no sentido de mobilizar as massas eleitorais. A democracia que assim substituía a política dos notáveis – na medida em que era bem-sucedida – não substituía o clientelismo e a influência pelo “povo”, mas pela organização: ou, mais exatamente, os comitês, os notáveis de partido, as minorias ativistas.
E POR FIM
A grande lição do livro, ao olhar a história entre 1875-1914, é ver o mundo passando por uma enorme transformação, porém as pessoas mostrando-se incapazes de identifica-las claramente e ao final não encontrando o esplendor da melhora, mas sim, a tragédia de uma guerra mundial.