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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 38 minutos
  • 2 min de leitura

27/06/2026


ORIGEM DO FUNDAMENTALISMO

O termo “fundamentalismo” nasceu entre cristãos protestantes nos Estados Unidos no início do século 20 e ganhou novos sentidos, compreensões e significações de acordo com contextos históricos distintos. O movimento que ganhou este nome é originado no final do século 19, entre teólogos protestantes conservadores, calvinistas, no Seminário Teológico de Princeton (EUA), e ampliou-se, nos primórdios do século 20, entre outros grupos protestantes dos Estados Unidos.


DESMISTIFICANDO

Ele, o fundamentalismo, só começou a preocupar o mundo no final dos anos 1970 - e está longe de ser exclusividade da religião muçulmana. O marco desse movimento conservador foi a publicação da coletânea de 12 volumes intitulada The fundamentals: a testimony to the truth (1910-1915) [“Os fundamentos: um testemunho da verdade”]. Onde o cristianismo evangélico é apresentado como a religião verdadeira e é oferecida uma lista de dogmas e doutrinas que sustentam esta afirmação.


TRAÇOS COMPARTILHADOS

Interpretação Literal: Leitura e aplicação estrita de textos ou dogmas fundadores. Modernidade: Desconfiança ou repúdio a mudanças sociais, pluralidade e avanços científicos que ameaçam a visão tradicional do mundo.

Exclusivismo: Crença de que possuem a única e exclusiva "verdade", o que frequentemente gera intolerância a opiniões divergentes.


COMPORTAMENTOS DE EXTREMOS

O conceito se expandiu e hoje é usado para descrever comportamentos extremistas em várias religiões, como o islamismo, o judaísmo e o hinduísmo. No Cristianismo: Grupos por vezes se engajam politicamente para barrar agendas progressistas (como direitos LGBTQIA+ e aborto) e manter os moldes tradicionais de sociedade e família. No Islã: Refere-se a correntes que buscam implementar de forma rígida a Sharia (lei islâmica) na esfera pública e privada, rejeitando a influência ocidental


CONSERVADORES AO EXTREMO

Estes “fundamentos” se colocam, portanto, como uma reação contra os valores da modernidade iluminista e humanista, que colocariam em xeque a centralidade do Cristianismo na cultura ocidental, provocando o processo de secularização. 





 
 
 
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