- Antonio Jose Silva
- há 1 hora
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Auguste Comte, o fundador do positivismo
28/08/2026
UM OUTRO OLHAR
O filósofo italiano e teórico do anarquismo Antonio Gramsci, dedicou-se a estudar as questões do conhecimento humano. Viu no senso comum a composição dos conhecimentos populares, o que garante a esse tipo de conhecimento um fator positivo.
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS POPULARES
Gramsci reconhece que os conhecimentos mais confiáveis, como os que se originam a partir da Ciência e da Filosofia, partem da experiência rudimentar do senso comum.
Pensa ainda que todos produzem conhecimentos populares, todos podem emitir seus veredictos acerca de experiências vividas e todos podem emitir suas opiniões e posições, o que pode resultar numa gama de novos conhecimentos, muitas vezes corretos e que dão força ao povo.
"CONVITE À FILOSOFIA"
O livro de Marilena Chaui, professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, estabelece que o senso comum é um entrave para a aquisição de conhecimento seguro, quando analisamos filósofos modernos racionalistas, como Descartes, e filósofos antigos, como Platão.
A CAVERNA DE PLATÃO
Chaui compara o senso comum à caverna que Platão fala em sua Alegoria da Caverna, presente no livro VII de A República, a maior obra filosófica platônica. A caverna, para Platão, são as opiniões e limitações deixadas pela crença e pela limitação de nosso corpo e de nossos sentidos. O único meio de escapar disso é atingindo o conhecimento verdadeiro que é dado pelo raciocínio e pela capacidade de procurar na filosofia um conhecimento mais seguro.
FLANCO PARA O PRECONCEITO
Para Silvio Gallo, filósofo brasileiro e professor de filosofia da Faculdade de Educação da Unicamp, o senso comum pode ser um bom ponto de partida para se chegar a conhecimentos mais seguros, mas que também há a produção de sentenças e opiniões do senso comum que muitas vezes tomam corpo e ganham espaço na sociedade, que são preconceituosas.
O NEGATIVO NO SENSO COMUM
Se pararmos para pensar, a origem do racismo, da xenofobia, da misoginia e da homofobia está assentada no senso comum. Essas formas retrógradas de intolerância surgem da mistura do ódio ao diferente e da repetição de velhas estruturas sociais passadas de forma hereditária na cadeia social. Isso atesta que há também uma característica negativa do senso comum.
SEGUNDO GALLO
“[...]muitas vezes o senso comum é prejudicial e alimenta preconceitos e injustiças. A estrutura de sociedades patriarcais e a depreciação da mulher, sempre relegada a uma posição de inferioridade em relação aos homens, são exemplos disso. A manutenção desse preconceito é corroborada pela crença comum que as mulheres são mais frágeis, não possuem as mesmas habilidades nem a mesma inteligência, nasceram para servir aos homens e, por esse motivo, não podem ter os mesmos direitos, devendo permanecer subalternas”.