top of page
Foto do escritor: Antonio Jose Silva
Antonio Jose Silva
há 6 minutos
2 min de leitura

28/09/2026


ORIGEM DA PERIGOSA LIGAÇÃO - NA ANTIGUIDADE (ANO 313)

A Igreja e a política estão ligadas desde a Antiguidade e, no Ocidente, essa união se consolidou formalmente no século IV, quando o Império Romano adotou o cristianismo. O Imperador Constantino emitiu o Edito de Milão, que legalizou o cristianismo em Roma.

Por sua vez, o Imperador Teodósio I (Ano 380) tornou o cristianismo a religião oficial do Império Romano por meio do Edito de Tessalônica. A partir daí, o poder político do imperador e a autoridade religiosa da Igreja passaram a se apoiar mutuamente.


GUERRAS RELIGIOSAS E O ESTADO LAICO

Os conflitos sangrentos entre católicos e protestantes nos séculos XVI e XVII impulsionaram a ideia de separar a fé do poder soberano. Isso deu origem ao conceito de Estado laico, onde o governo deve ser neutro para proteger todas as crenças e visões. Atualmente países do Oriente Médio adotam teocracias ou leis baseadas no islamismo (como o Irã).


O PODER E INFLUÊNCIA DAS IGREJAS

A política atual do Brasil reflete uma forte articulação de lideranças religiosas — especialmente evangélicas pentecostais e neopentecostais, mas também com reações e posições da Igreja Católica — na disputa por espaço institucional, pautas morais e influência eleitoral. Líderes evangélicos consolidaram uma base expressiva no Poder Legislativo, atuando de forma organizada por meio da bancada evangélica.


DESAFIOS AO ESTADO LAICO

A Instrumentalização da fé: Analistas apontam que o uso de símbolos sagrados e discursos religiosos em campanhas políticas acirra a polarização e gera animosidade no debate público. A presença de evangélicos na política não é de hoje, mas cresce de forma exponencial. Um exemplo é o pastor Edir Macedo. Líder da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada no terreno de uma antiga funerária, em 1977, no Rio de Janeiro, ele tem uma fortuna declarada de aproximadamente R$ 2 bilhões, segundo a Revista Forbes. Ele é um dos grandes apoiadores da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.


"O DEUS NAS URNAS"

O que significa quando um religioso fala sobre a importância da "soberania" do Brasil, em meio a uma eleição disputada? As interpretações a essa pergunta aqueceram o debate sobre religião e eleições nas redes sociais nesta última semana, reta final antes do primeiro turno. O sociólogo Alexandre Landim, autor do recém-lançado livro O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil (Telha, 2026), avalia que o que chama mais atenção é a forma inédita como a campanha da esquerda está usando esses vídeos numa disputa religiosa com a direita.


IDEOLOGIA EU QUERO UMA PRA VIVER?

Durante a ditadura militar, especialmente a partir dos anos 1970, setores importantes da Igreja Católica brasileira, como a CNBB, passaram a atuar fortemente em direitos humanos, defesa dos pobres e redemocratização, o que pode levar a uma interpretação de alinhamento a um campo mais progressista.


DEBATE CONSTITUCIONAL

O princípio do Estado laico garante a liberdade religiosa e o direito de cidadãos e líderes se organizarem politicamente, mas impõe o limite de que as decisões governamentais e leis sejam pautadas em critérios técnicos e republicanos, e não em imposições teológicas.


Enquanto isso, como fica a padroeira do Brasil, hein?









 
 
 
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

©2022 por REM - Reflexões Em Movimento. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page