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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

13/05/2026


13 DE MAIO: DA ENGANOSA ABOLIÇÃO O 13 de maio possui um significado complexo e contraditório para os afrodescendentes no Brasil, sendo entendido não como um período de comemoração festiva, mas sim de reflexão crítica, denúncia do racismo estrutural e reafirmação da luta.


UMA "ABOLIÇÃO" SEM SALVAGUARDA E SEM REPARAÇÃO

“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.

Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.”


ABOLIÇÃO INACABADA

A assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel é vista como uma abolição inacabada e incompleta. A lei libertou, mas não garantiu integração social, terras, moradia ou trabalho digno aos ex-escravizados, abandonando-os à própria sorte. -narrativa: O movimento negro enfatiza que a liberdade foi fruto da resistência dos próprios escravizados (quilombos, revoltas), e não uma concessão benevolente da monarquia.


ABOLIÇÃO "FAKE"

A abolição foi um processo político e econômico, muitas vezes descrito como "falsa abolição" por não garantir terra, educação ou oportunidades, perpetuando o racismo estrutural. as marcas da escravidão ainda estão entranhadas em todas as esferas da sociedade brasileira. Que combater o mito da democracia racial (“somos todos iguais”) é essencial para enxergar o que precisa ser mudado e assim partir para a luta. É por isso, que a liberdade preta continua sendo uma ilusão. Não há o que comemorar nesse dia 13 de maio. Essa data serve para nos lembrar que ainda há muito o que reivindicar, para que um dia nos sintamos livres de verdade.


14 DE MAIO, O DIA SEGUINTE

A música "14 de Maio", de Lazzo Matumbi e Jorge Portugal, é uma crítica contundente à falsa abolição da escravatura no Brasil. Ela retrata o dia seguinte à Lei Áurea (13 de maio de 1888), destacando que a libertação formal não garantiu moradia, trabalho ou dignidade aos negros, resultando na formação das favelas e na exclusão social contínua.


A "SENZALA NA ALMA" E A FAVELIZAÇÃO

A frase "levando a senzala na alma, subi a favela, pensando em um dia descer, mas eu nunca desci" simboliza a transição forçada da escravidão para a exclusão na favela, onde a falta de oportunidades perpetuou a desigualdade.










 
 
 
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