- Antonio Jose Silva
- há 7 horas
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15/07/2026
AINDA NÃO APRENDEMOS. APESAR DOS PESARES...
Cinquenta milhões de pessoas viviam em escravidão moderna em 2021, de acordo com o último Relatório de Estimativas Globais da Escravidão Moderna. Dessas pessoas, 28 milhões estavam em condição de trabalho análogo ao de escravo, e 22 milhões estavam presas em casamentos forçados.
UMA VIOLÊNCIA "LEGITIMADA"
A escravidão existe fundamentalmente por razões econômicas e de poder. Histórica e globalmente, baseia-se na exploração da vulnerabilidade humana para obter lucro fácil e maximizar a produção, associada à desumanização do outro. Ao longo dos milênios, justificativas políticas, raciais ou religiosas foram criadas para legitimar essa violação.
A ESCRAVIDÃO É UM FLAGELO!
Esculpida na história da humanidade a escravidão sempre foi o crime mais radical contra a humanidade. Ela mata a própria humanidade, a humanidade em todos nós, não apenas no escravizado.
Ao negar a condição humana do outro, que sempre será um fim em si mesmo, nega-se a condição humana universal.
A USURPAÇÃO DA VIDA
Pela liberdade, a pessoa define-se a si mesma e o mundo ao seu redor, construindo cultura, história, arte, filosofia e religião.
Ao avançar sobre outras pessoas, com interesses abomináveis de utilizar a sua personalidade em proveito próprio, o senhor de escravos destrói todo e qualquer tipo de vida que há no outro.
ESCRAVIDÃO MODERNA
Hoje, embora ilegal em todo o mundo, a escravidão persiste devido à ganância econômica e à extrema pobreza. Ela assume formas como o trabalho forçado, a exploração sexual e a servidão por dívidas, frequentemente afetando populações marginalizadas e sem acesso à educação.
UMA DÍVIDA IMPAGÁVEL
O Brasil recebeu o maior contingente de africanos escravizados do mundo e foi o último do ocidente a "abolir" o regime, em 1888. A construção da riqueza do Estado moderno brasileiro foi erguida sobre a exploração do trabalho negro. Pesquisas internacionais estimam que o valor dessas reparações devidas pelo Brasil poderia atingir a cifra de R$ 135 trilhões. E ainda existem correntes contrárias às políticas de reparação. Pode uma coisa dessa? Me poupe, viu?