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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

19/04/2026


MEDO DE INSTABILIDADE

A rejeição a realidades hipotéticas ocorre porque o cérebro humano prefere a validação empírica e a segurança, tratando cenários simulados como irrelevantes ou até ameaçadores. Essa aversão é impulsionada pela busca de controle, pelo medo de instabilidade e pela falsa sensação de que pequenas mudanças no passado teriam pouco impacto no presente.


REALIDADES HIPOTÉTICAS

O livro “O homem do castelo alto", de Philip K. Dick, mostra como seria o mundo se a Segunda Guerra Mundial tivesse tido outros vencedores. Como seria o mundo se a Alemanha de Hitler tivesse ganho a guerra? O período de Guerra Fria teria acontecido não entre Estados Unidos e União Soviética, mas sim entre Alemanha e Japão, que simbolizariam a polarização política. Em vez de dividirem a Alemanha, é os Estados Unidos que ficaria dividido. O escritor dessa ficção está acostumado a pensar sobre universos distópicos.


OUTRA ABSTRAÇÃO

 “E se o Brasil tivesse sido colonizado por espanhóis ao invés de portugueses?”. A resposta mais comum seria dizer que, hoje estaríamos utilizando o idioma espanhol; que teríamos uma interação muito maior com os nossos vizinhos da América do Sul; que talvez teríamos vários pequenos países ao invés de dezenas de estados federados… 


O PRESENTE PARECIDO COM A RELIDADE ALTERNATIVA

Já reparou que todas essas realidades alternativas visualizam um presente bem “parecido” com o que temos hoje, de verdade? Ok, eu sei que um Brasil que habla español é bem diferente de um Brasil que fala português, mas existe uma infinidade de variáveis que esse tipo de raciocínio costuma ignorar.


"O QUE TERIA ACONTECIDO SE"

Realidades hipotéticas são frequentemente vistas como exercícios de imaginação sem utilidade prática ou validação científica. Existe uma tendência subestimar como uma alteração mínima em um cenário hipotético pode resultar em consequências massivas, rejeitando a complexidade de mundos contrafactuais.


PENSAMENTO CONTRAFACTUAL

Segundo a psicologia: É a capacidade humana de imaginar alternativas a eventos passados ("o que teria acontecido se..."). É uma forma de raciocínio hipotético, muitas vezes usado para  avaliar decisões.


E POR FIM

A mente humana tende a validar o real e a rejeitar o imaginário como uma forma de proteção contra a incerteza.








 
 
 
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