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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 1 hora
  • 1 min de leitura

26/05/2026


HOSPEDAGEM E/OU HOSPEDARIA

O poema "A Casa de Hóspedes", do mestre sufi persa Rumi, é uma poderosa metáfora sobre a aceitação radical. Ele compara a mente humana a uma casa aberta onde cada emoção ou pensamento é um visitante invasivo e contumaz.


A CASA DE HÓSPEDES

"Isto, ser humano, é uma casa de hóspedes.

Todas as manhãs, um novo visitante.

Uma alegria, uma depressão, uma mesquinhez,

surge uma consciência momentânea

como um visitante inesperado.

Recebam-nos com alegria e divirtam-nos a todos!"


BUSCANDO A INTERPRETAÇÃO

A mensagem central do poema é que devemos acolher todas as experiências—boas ou ruins—sem resistir ou tentar controlá-las. Um dos pontos de interpretação: A Casa: Representa você, nós, a sua, a nossa essência ou consciência, que deveria permanecer firme independente do que aconteça.


UMA VARRIÇÃO COM UM PROPÓSITO

"(...) Mesmo que sejam uma multidão de tristezas,

que varrem violentamente sua casa

vazio de seus móveis,

Ainda assim, trate cada convidado com respeito.

Ele pode estar te expulsando.

Para um novo deleite."


OS HÓSPEDES

São as emoções (alegria, tristeza, raiva, vergonha, inveja). Rumi diz que até os sentimentos mais difíceis devem ser recebidos com curiosidade, e não com julgamento. A Dor como Limpeza: Quando a tristeza ou a frustração "esvaziam a casa", o poema sugere que isso não é uma destruição sem sentido, mas sim um preparo para abrir espaço para novos aprendizados.


E POR FIM

A Casa de Hóspedes nos lembra que a realidade está em constante mudança e que não podemos impedi-la tentando resistir a ela. Isso faz pensar no provérbio zen: " solte ou será arrastado ".



 
 
 
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