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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 19 minutos
  • 2 min de leitura

21/07/2026


DEIXOU A DESEJAR A "VERDADEIRA ESCOLA DE FRATERNIDADE"

O Papa Leão XIV ofereceu uma oração na véspera da Copa do Mundo, pedindo a Deus que seu desenvolvimento seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre os povos, e que se torne, assim, uma “verdadeira escola de fraternidade”. Por sua vez, o arcebispo de Buenos Aires, Dom Jorge García Cuerva, no Te Deum de 9 de julho na Catedral, criticou aqueles que seguem “o caminho da intolerância, o caminho dos confrontos constantes, o caminho da desqualificação dos outros por pensarem ou serem diferentes, o caminho da crueldade para com os mais fracos, o caminho da discriminação baseada em raça, religião ou domicílio”.


O RACISMO ECLODE

A eclosão do racismo na Copa do Mundo não é um fenômeno isolado, mas sim o reflexo de estruturas sociais e tensões geopolíticas globais que emergem durante o torneio. O futebol funciona como um megafone, escancarando a xenofobia, o passado colonialista e a ascensão do discurso de ódio. A rivalidade, a idolatria por Messi e a preferência por estilos de jogo somou-se uma questão mais profunda: o racismo.


A ILUSÃO DA MERITROCRACIA E O ESPAÇO DE PODER

Apesar de a Copa do Mundo promover a diversidade dentro das quatro linhas, ela expõe uma enorme desigualdade de oportunidades. O ambiente do futebol reflete a lógica global onde pessoas negras ocupam predominantemente os postos de execução (jogadores), enquanto os cargos de liderança, como técnicos, dirigentes e cargos na FIFA, continuam majoritariamente brancos.


O FOGO INIMIGO DAS REDES SOCIAIS

Desde ataques a Lamine Yamal, passando pela agressão de uma senadora paraguaia contra Kylian Mbappé, até os insultos de "influenciadores" libertários, as redes sociais foram o meio utilizado para atacar jogadores de destaque, apesar do pedido do Papa para que o torneio fosse uma "verdadeira escola de fraternidade".


MARCAS VERGONHOSAS E INDELÉVEIS

A proibição da entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan nos Estados Unidos, a revista vexatória de delegações como a do Senegal, o racismo sofrido pelo jogador Kylian Mbappé após o Paraguai ser derrotado pela França, a declaração do técnico belga Rudi Garcia diminuindo seleções africanas e os torcedores argentinos que exibiram a bandeira de Israel para o técnico egípcio Hossam Hassan ficarão marcadas como cenas lamentáveis de racismo na Copa do Mundo 2026.


SÓ RETÓRICA DISCURSIVA

A Copa do Mundo serve para promover pontes de diálogo, celebrar a diversidade cultural e gerar um sentimento de pertencimento global que desafia diretamente as fronteiras do preconceito. Ela deveria atuar como uma linguagem universal capaz de unir pessoas de diferentes origens em torno de uma paixão comum, fortalecendo a empatia e a conexão entre povos. Mas na prática...



 
 
 
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