- Antonio Jose Silva
- há 7 horas
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25/02/2026
A HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
A história das religiões é parte integral da experiência humana, evoluindo de rituais pré-históricos de culto aos mortos há mais de 100.000 anos para sistemas organizados que moldam civilizações. Surgiram para explicar fenômenos naturais e criar coesão social, evoluindo do politeísmo antigo (Mesopotâmia, Egito, Grécia) para religiões monoteístas. A religião tem sido um elemento central na organização de lógicas de poder, rituais comunitários e na busca por sentido de existência, variando de acordo com contextos históricos, sociais e geográficos.
QUANDO A RELIGIÃO LIBERTA
A religião liberta quando atua como instrumento de dignidade humana, amor ao próximo e respeito ao livre-arbítrio, em vez de se impor pela coerção ou medo. Ela promove libertação ao fomentar a paz, a consciência ética e a proteção da vida, desvinculando-se de fundamentalismos que geram intolerância.
UM PASSO PARA UMA ARMADILHA
A religião escraviza e se torna intolerante quando deixa de ser um caminho de espiritualidade e acolhimento para se transformar em um mecanismo de controle social, dominação ideológica e racismo estrutural. Esse fenômeno ocorre quando dogmas são impostos pela força, demonizando crenças alheias e violando a liberdade e a dignidade humana.
POLÍTICA E RELIGIÃO
A mistura entre religião e Estado ocorre quando dogmas religiosos influenciam decisões públicas, leis ou o funcionamento das instituições estatais, desafiando a laicidade. Em estados laicos, como o Brasil, essa união gera tensões, podendo restringir direitos de minorias, limitar a diversidade e instrumentalizar a fé para fins políticos.
ESTADO NÃO LAICO
A religião exerce forte influência na política, agindo como mecanismo de legitimação de poder, aglutinação de votos e moldagem de pautas morais, especialmente através de bancadas conservadoras como a evangélica no Brasil. A fé é usada para mobilizar seguidores, criando um poder que transita da estrutura das igrejas para o Estado, impactando a legislação e debates públicos.
BANCADA DA BÍBLIA
No Brasil, os partidos políticos com maior influência religiosa não funcionam necessariamente como "partidos confessionais" exclusivos, mas como legendas que abrigam, organizam e impulsionam lideranças religiosas, principalmente evangélicas, com forte pauta conservadora. O crescimento dessas bancadas (especialmente a "Bancada da Bíblia") é notável, com um aumento de 225% nas candidaturas com identidade religiosa nas últimas décadas.
"A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE"...PARA ENRIQUECIMENTO DOS LÍDERES
O crescimento das igrejas neopentecostais no Brasil, consolidado a partir dos anos 1970 e acelerado no século XXI, transformou o cenário religioso, com evangélicos superando 30% da população em 2020. Fatores como a teologia da prosperidade, uso intenso de mídia (TV/rádio), forte atuação nas periferias e discursos conservadores impulsionaram essa expansão, marcada pela multiplicação de templos e lideranças influentes na política.
"RELIGIÃO E ALIENAÇÃO"
É um estudo sobre os desafios e tensões do adolescente testemunha de Jeová. Ao longo dos anos, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová tem-se mostrado impiedoso no tratamento de seus adeptos, principalmente nas questões de saúde e convívio social. Esta vertente é frequentemente associada ao fundamentalismo religioso. Baseiam-se em regras estritas, como a rejeição a transfusões de sangue, não comemoração de datas festivas e isolamento social, fundamentadas em sua própria tradução bíblica.
PRA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES
Jesus Cristo é amplamente visto como um rebelde religioso e subversivo de seu tempo, desafiando autoridades religiosas (fariseus/sacerdotes) e normas sociais. Sua atuação questionou o poder instituído, valorizou marginalizados e promoveu uma interpretação focada no amor sobre o legalismo.