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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

20/04/2026


PREAMBULANDO NA DEMOCRACIA?

Em "O Povo contra a Democracia", o acadêmico alemão Yascha Mounk faz um diagnóstico deste momento conturbado. A premissa básica do livro é que democracia e liberalismo não necessariamente andam de mãos dadas.


"O FIM DA HISTÓRIA"

Em 1992, o economista Francis Fukuyama proclamou o fim da História. Sua ideia controversa era que, com a queda do Muro de Berlim – e da União Soviética em seu encalço –, o totalitarismo se tornaria progressivamente mais raro. Um número crescente de países se tornariam democracias liberais nos moldes do Ocidente, e essa forma de organização política, por funcionar tão bem, jamais jamais seria substituída por outra.


OS "EVENTOS"

É claro que, com o passar de décadas – e, depois, séculos –, ocorreriam recaídas aqui e ali. Golpes e devaneios autoritários. Haveria o que Fukuyama chamou de eventos; acontecimentos dignos de aparecer no jornal. Mas a História maiúscula; a passagem sangrenta do poder de mão em mão, chegaria ao fim.


"O POVO CONTRA A DEMOCRACIA"

No livro o autor tenta explicar a nova dinâmica política que ocorre hoje no ocidente. Sua principal tese é a que a democracia liberal vem se desconsolidando nas últimas décadas. Refutando o antigo consenso de estabilidade dos regimes democráticos, demonstra ainda que os atuais movimentos políticos estão tendentes a assumir posturas extremistas. E o resultado seria a degeneração do regime democrático até chegar ao autoritarismo.


DEMOCRACIA E LIBERALISMO

A premissa básica do livro é que democracia e liberalismo não necessariamente andam de mãos dadas. A democracia representativa é um regime político em que o povo escolhe seus dirigentes e os fiscaliza para que ajam conforme a vontade dos eleitores. Já o tal liberalismo (que, neste texto, não aparece em seu sentido econômico mais usual no Brasil) diz respeito a um conjunto de ideias que derivam do Iluminismo no século 18: direitos humanos, separação dos poderes, liberdade de imprensa, de religião e de expressão etc.


A ELITE QUE DOMINA

Países autenticamente liberais acabaram se tornando antidemocráticos: embora a população vote regularmente, ela não se vê representada nos candidatos, e as elites que ocupam casas legislativas trabalham em benefício próprio em vez responder aos anseios de seus eleitores. Atualmente o povo tem alguns direitos, mas não tem poder decisório.


AÇÃO E REAÇÃO

Em resposta a esse fenômeno, surgiram figuras populistas que se apresentam como uma linha direta entre o governo e os interesses dos governados. Tais personagens são supostamente "outsiders" (alheio a um grupo) que acessaram, em geral via voto, um sistema com cartas marcadas. E como agravante, em nome do povo, calam a imprensa, atacam o Judiciário, misturam fé com política e destroem o sistema de pesos e contrapesos que regula as democracias. Vide Brasil (em 2018), Hungria (Viktor Orbán) e EUA (D. Trump).




 
 
 
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