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  • Foto do escritor: Antonio Jose Silva
    Antonio Jose Silva
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

09/05/2026


UM POEMA ABOLICIONISTA

"O Navio Negreiro", de Castro Alves (1868), é o poema abolicionista mais famoso do Brasil, integrando a terceira fase do Romantismo. A obra denuncia os horrores da escravidão, descrevendo o sofrimento de africanos escravizados nos porões de navios com linguagem hiperbólica e comovente, clamando por justiça social e liberdade.


OS "TUMBEIROS" (DE TUMBA)

Os navios negreiros, frequentemente chamados de tumbeiros (devido à altíssima mortalidade), eram embarcações utilizadas para o transporte forçado de milhões de africanos escravizados para as Américas entre os séculos XVI e XIX. Este comércio, conhecido como tráfico transatlântico, foi um dos pilares da economia colonial e representou um dos maiores crimes contra a humanidade.


FOI EM 1530

De acordo com historiadores, o primeiro registro do embarque de um tumbeiro — navio negreiro — no Brasil ocorreu em 1530, com a expedição de Martim Afonso de Souza. Estima-se que os últimos embarques aconteceram quando o tráfico negreiro já era ilegal, entre as décadas de 1850 e 1860. O navio negreiro tornou-se um símbolo da resistência e da tragédia da escravidão.


A DIÁSPORA AFRICANA

Devemos entender que os navios negreiros fizeram parte do fenômeno chamado de diáspora africana, que foi caracterizada pela imigração forçada dos africanos durante o tráfico negreiro. Além das pessoas, também embarcavam nos tumbeiros as histórias, as culturas, as práticas religiosas, os modos de vida, as línguas e as formas de organização política que influenciaram nas sociedades que os africanos construíram quando chegaram ao seu destino.


MÁQUINA DE DESUMANIZAÇÃO

Os navios tumbeiros eram, portanto, espaços onde a violência era sistematizada para transformar pessoas em produtos, sendo a base do tráfico que trouxe mais de 12 milhões de africanos para as Américas. O que é inédito e central sobre os navios negreiros não é apenas a brutalidade, mas a sua função como máquinas industriais de desumanização e o fato de terem sido um dos pilares de um sistema global de seguro e financiamento.


RESISTÊNCIA A BORDO

Apesar de acorrentados e amontoados, os africanos cativos resistiam constantemente. O caso do La Amistad (1839), onde escravizados tomaram o controle da embarcação, é um exemplo notório de revolta ativa. O "banzo", uma profunda depressão que levava à morte, também é visto como uma forma de resistência passiva.









 
 
 
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